Nesta história infantil sobre coragem e superação do medo, acompanhamos Luiza em sua jornada para vencer o medo da piscina. Com apoio e paciência, ela descobre que enfrentar desafios pode ser mais leve quando não estamos sozinhos — e que cada passo de coragem conta muito.
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Luiza sempre observava seus amigos brincando na piscina com uma mistura de curiosidade e medo.
Ela adorava ver as risadas, os mergulhos e as competições de quem conseguia ficar mais tempo debaixo d’água, mas nunca se juntava a eles. A água a assustava.

— Por que você não entra na piscina, Luiza? — perguntou João, seu melhor amigo, durante uma festa na casa dele.
— Eu tenho medo — respondeu Luiza, um pouco envergonhada.
João e os outros amigos tentaram encorajá-la, mas o medo de Luiza era forte. Ela nunca tinha aprendido a nadar e, sempre que pensava na profundidade da piscina, sentia um frio na barriga.
Em casa, Luiza contou para sua mãe como se sentia.
— Não se preocupe, filha. Todos nós temos medo de alguma coisa, mas podemos aprender a superá-los. Quer que eu te ajude a se sentir mais segura na água? — perguntou sua mãe, com um sorriso acolhedor.
Luiza concordou, e no fim de semana seguinte, sua mãe a levou a uma piscina mais rasa. Aos poucos, com paciência, Luiza começou a se familiarizar com a água. Primeiro, apenas molhou os pés. Depois, sua mãe a segurou enquanto ela entrava um pouco mais fundo.
— Está tudo bem, estou aqui com você — disse sua mãe, enquanto Luiza tentava relaxar.

Com o tempo, Luiza começou a se sentir mais confortável. Sua mãe ensinou como flutuar e como mover as pernas e os braços para nadar. Luiza percebeu que a água não era tão assustadora quanto imaginava, especialmente com alguém ao seu lado para guiá-la.
Algumas semanas depois, Luiza foi a outra festa na casa de João. Desta vez, com um pouco de nervosismo, ela decidiu entrar na piscina. Os amigos ficaram surpresos e animados ao vê-la nadando.
— Luiza, você conseguiu! — gritou João, animado.

Luiza sorriu, orgulhosa de si mesma. Não só havia enfrentado seu medo, como também estava se divertindo muito na água.
A partir daquele dia, Luiza aprendeu que, com paciência e coragem, podia superar seus medos e se divertir muito.
Olá, famílias corajosas!
A história de Luiza nos lembra que ter medo é natural, mas que com acolhimento e pequenos passos podemos transformar esse sentimento em conquista. É com escuta e presença que ajudamos nossos filhos a ganharem confiança e descobrirem o quanto são capazes. Vamos conversar sobre isso com os pequenos?
Palavras Diferentes
- Assustada: quando alguém sente medo ou preocupação diante de algo.
- Familiarizar: quando nos acostumamos com algo novo e passamos a nos sentir mais confortáveis.
- Flutuar: permanecer na superfície da água sem afundar.
- Coragem: enfrentar algo difícil mesmo com medo.
- Superar: conseguir passar por uma dificuldade ou desafio.
Conversa Após a Leitura
Vamos conversar sobre o que aconteceu?
- O que deixava Luiza com medo da piscina?
- Quem ajudou Luiza a se sentir mais segura?
- O que aconteceu quando ela enfrentou o medo e entrou na água?
- Qual medo você gostaria de superar? Como posso te ajudar nisso?
Esse tipo de conversa ajuda a criança a entender que a coragem não é ausência de medo, mas sim a decisão de seguir em frente apesar dele, com apoio e paciência.
Atividades Práticas
1. Desenhar o Meu Medo e Minha Coragem
Peça para a criança desenhar algo que ela teme de um lado da folha, e do outro lado, como ela se imagina sendo corajosa nessa situação.
Esse exercício ajuda a visualizar o medo e mostrar que é possível agir com coragem mesmo diante dele.
Dica: incentive a dar nome para os dois lados — por exemplo, “Medo do escuro” e “Eu com minha lanterna mágica”.
Adaptação para grupo: montar uma galeria coletiva com os desenhos da turma sobre medos e superações.
2. Criar um Mapa da Coragem
Monte um “mapa” com passos que a criança pode dar para enfrentar um medo específico, como Luiza fez.
Por exemplo:
- Molhar os pés
- Entrar com alguém de confiança
- Respirar fundo
- Brincar com segurança
- Tentar sozinha
Versão em casa: colar esse mapa na parede como lembrete das vitórias diárias.
3. Caixa das Conquistas Corajosas
Escolha uma caixinha e, sempre que a criança fizer algo que exigiu coragem (mesmo pequeno), escrevam juntos um bilhete e coloquem lá dentro.
Exemplo: “Hoje falei com alguém novo na escola”.
Depois de algumas semanas, leiam todos os bilhetes para valorizar o progresso.
Adaptação para crianças pequenas: usar símbolos ou desenhos em vez de frases escritas.
Dicas Pedagógicas
• Mostre que o medo faz parte do crescimento e que sentir medo não é sinal de fraqueza.
• Evite comparações entre medos diferentes. Cada criança tem seu tempo e suas vivências.
• Dê exemplos reais da sua infância em que você também sentiu medo e conseguiu superá-lo.
• Use histórias como a de Luiza para reforçar que pedir ajuda é um passo corajoso e importante.
• Crie uma rotina de reconhecimento: pergunte à criança no fim do dia se ela fez algo que a deixou orgulhosa.
Essa história infantil sobre coragem e superação do medo mostra que com apoio, paciência e pequenos avanços, é possível transformar insegurança em autoconfiança. E cada vitória, por menor que pareça, merece ser celebrada.
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Enfrentar medos é um desafio comum na infância. Compartilhar essa leitura pode ajudar muitas famílias a acolherem os sentimentos das crianças com mais empatia e incentivo. Vamos espalhar coragem com afeto?


