O Lápis Cor-de-Rosa é uma delicada história infantil sobre respeitar os pertences dos outros. Ela mostra como atitudes impulsivas podem ferir a confiança, mas também ensina que pedir desculpas e mudar o comportamento é um caminho para reconstruir amizades.
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Na sala de aula, Lúcia reparou em algo brilhando sobre a mesa da amiga Isabela: um lápis cor-de-rosa, com detalhes dourados. Era bonito demais.
“Só vou usar um pouquinho… ela nem vai perceber”, pensou Lúcia, pegando o lápis sem pedir.

Com ele, começou a desenhar flores no caderno. Mas, quando o sinal do recreio tocou, Lúcia se levantou e saiu correndo. No meio da pressa, deixou o lápis cair e ele rolou para debaixo de outra mesa.
Quando voltou, encontrou Isabela procurando aflita.
— Onde está meu lápis cor-de-Rosa? Foi a minha avó quem me deu! — disse com a voz embargada.
Os colegas ajudaram a procurar, mas ninguém achava nada. Lúcia sentiu um nó na garganta. Queria devolver, mas o lápis tinha sumido. E agora? Confessava ou fingia que não sabia de nada?
— Alguém viu? — insistiu Isabela, seus olhos já estavam marejados.

O silêncio da sala pesou. Lúcia baixou a cabeça, o coração disparado. Pensou em como se sentiria se fosse com ela. Por fim, respirou fundo e disse:
— Isabela… fui eu que usei seu lápis. Peguei sem pedir quando você levantou da mesa, mas acabei perdendo.
A sala ficou em silêncio. Isabela ficou séria, magoada.
— Eu confiava em você, Lúcia — disse Isabela, se sentindo decepcionada.
Aquilo doeu mais do que qualquer bronca. Lúcia passou o resto da aula vasculhando cada canto, até que, por fim, achou o lápis caído perto da mesa da professora. Correu até Isabela, estendeu o lápis e falou com firmeza:
— Aqui está. Me desculpa. Da próxima vez, vou pedir. Prometo.

Isabela olhou para o lápis, depois para a amiga. Demorou um pouco, mas acabou pegando de volta. Não sorriu naquele momento, mas fez um aceno de cabeça.
No dia seguinte, na hora da atividade de arte, Lúcia apontou para o estojo de Isabela.
— Posso usar o lápis azul? — perguntou, esperando a resposta.
Isabela pensou por um instante e depois entregou o lápis com um leve sorriso. Lúcia sorriu de volta e começou a colorir, feliz por ter a confiança da amiga outra vez.

Olá, famílias!
Nesta leitura, refletimos sobre como é importante pedir permissão antes de usar o que não nos pertence. Lúcia aprende que a confiança é frágil, mas pode ser restaurada com sinceridade e atitudes corretas. Essa história infantil sobre respeitar os pertences dos outros é uma oportunidade para conversar com as crianças sobre consideração e responsabilidade nas pequenas ações do dia a dia.
Palavras Diferentes
- Embargada: quando a voz parece presa por causa da emoção ou do choro.
- Marejados: olhos cheios de lágrimas.
- Confiava: acreditar que alguém é digno de respeito e sinceridade.
- Vasculhar: procurar algo com atenção em todos os cantos.
Conversa Após a Leitura
Vamos conversar sobre o que aconteceu na história?
- Por que Lúcia pegou o lápis de Isabela sem pedir?
- Como Isabela se sentiu quando percebeu que seu lápis tinha desaparecido?
- O que mudou quando Lúcia contou a verdade e pediu desculpas?
- O que você faria se quisesse muito usar algo que pertence a outra pessoa?
Essa conversa ajuda a criança a perceber que respeitar os pertences dos outros é uma forma de demonstrar carinho e consideração, fortalecendo as amizades.
Atividades Práticas
1. Encenar o Pedido de Permissão
Proponha que a criança e um adulto ou colega façam pequenas dramatizações em que um pede algo emprestado (um brinquedo, um lápis, um livro). Trabalhem frases como “Posso usar?” e “Obrigada por emprestar”.
👉 Em grupos, as crianças podem se revezar nos papéis de quem pede e de quem empresta.
2. Desenhar a Confiança
Peça que a criança desenhe duas cenas: uma mostrando Isabela triste quando perdeu o lápis, e outra mostrando as amigas sorrindo quando a confiança foi recuperada. Depois, conversem sobre o que mudou entre um momento e outro.
👉 Para crianças menores, use carinhas (triste e feliz) como símbolos de cada situação.
3. Jogo do Certo ou Errado
Crie cartões com situações simples, como: “Pegar o brinquedo do amigo sem pedir”, “Devolver o que peguei emprestado”, “Guardar segredo importante sem contar para a professora”. A criança deve dizer se é certo ou errado e explicar o motivo.
👉 Em grupos, cada criança pode inventar uma nova situação para os outros responderem.
Dicas Pedagógicas
• Ensine desde cedo que pedir antes de usar algo de outra pessoa mostra respeito e fortalece a confiança.
• Valorize quando a criança se lembra de pedir permissão ou devolver o que usou, destacando a importância dessa atitude.
• Se houver situações de esquecimento, use o momento como oportunidade de conversa, sem julgamentos, reforçando o valor do respeito.
• Incentive o uso de expressões de gentileza como “por favor” e “obrigado”, que tornam a convivência mais harmoniosa.
Ao refletirmos sobre essa história infantil sobre respeitar os pertences dos outros, ajudamos as crianças a compreenderem que o cuidado com o que pertence ao próximo é também uma forma de cuidar das relações de amizade.
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Na história “As Palavras Esquecidas”, os personagens descobrem o valor de atitudes simples como dizer “por favor” e “obrigado”. Assim como Lúcia aprendeu que não podia usar o lápis da amiga sem pedir, essa narrativa mostra como a gentileza e o respeito fortalecem os relacionamentos e evitam mágoas.
Leia agora a história As Palavras Esquecidas
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